Quando a mãe acamou no
hospitá,
Lá foi seu menino, “bora
visitá”,
E disse um amor no ouvido
dela:
“- Sem a senhora, nada fica
iguá.”
Foi aí que a mãe enferma
Desatou num pranto a chorá,
E desembesta a vó carola
A ralhá, ralhá, ralhá...
”Menino atrevido,
Doença que Deus pôs, Deus
vai tirá.
Xô, seu abestado, já,
Passa do quarto, borandá!”
O menino, que era eu,
Justo eu (e seria quem?),
No ouvido de ninguém
Disse nunca mais nada não.
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