Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres



segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Chave de fenda



Triste figura sem moinhos pra me confundir,
Aguardo minha insanidade pra ontem.
Que demora é essa?
Meu prazo de validade já era.
Oh, irresponsável razão que não afrouxa!
Já apelei até pra chave de fenda.
Meu enxoval tem camisa de força.
Um radar tantã sob encomenda.
Ah, inútil pranto descontrolado,
Já transbordei o mar, afoguei o planeta,
e não me atraca a nau dos insensatos!
Que amor é esse, louco de pedra,
Que me nega a baba no canto da boca,
E me interdita o outro lado do espelho?

Que amor é esse pelo qual enlouqueço,
Se ele mesmo não me enlouquece?
 
 
 

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