A
matéria que me constitui
É
a delicadeza débil
Dos
sofredores inatos
Sou
composto de mágoa, névoa,
Lágrima
e equívoco
Adivinho
em minha fórmula
Um
componente rígido
Que
me prende os gases,
Me
boicota os ânimos,
Limita
o meu alcance:
Uma
vida de relance.
Minha
constituição física
É
pontiaguda e tensa
Cultivo
a minha dor
E
assino minha sentença:
Sou
o retrato esmaecido
De
um poeta tísico.
Interdito
uma felicidade
De
olho em outra – que nunca terei
Emboto
um desejo
Sonhando
com outro – me apaixonei!
Troco
o certo pelo duvidoso
E,
tolo romântico, nem vejo que errei.
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