Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Até quando?



Boicoto meu sono
quando provoco seu desejo
Porque você vai até certo ponto
e eu desembesto
Sobra uma dor tão profunda
que eu me interno
Mas minha casa de repouso
é sem telha como eu
sem trinco como eu
um descampado
Passo frio
desidrato
convulsiono
Mas de novo me encanto
e me armadilho
e me golpeio
E de novo
você me escapa
e me rechaça:
“Agora não posso.”
Então eu sonho que morro
que desintegro
sonho que canso
Quero ver se deste ano
não passo


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