Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Vida besta
Venho por meio desta
Caído no fim da festa
Desprezo que me molesta
Reboque de cal na fresta
Exame que nunca atesta
Mentira não me detesta
Esbanja mas não empresta
Recorta sua mão honesta
Franzido me rasga a testa
Cultivo cova funesta
Novo arranjo velha seresta
Silêncio de quem protesta
Refoga um quilo de floresta
Tempera a boia da indigesta
Espanha suspende a sesta
Quem ri da puta modesta
Meu mar de bosta que infesta
Rompante que ainda me resta
Mas que porra de rima é esta?
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