Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Enquanto o homem


Pontes reproduzem lampejos
Ruas buzinam ansiedades
Pedras acumulam coragens
Paredes descascam verdades
Bois pacientam destinos
Galinhas relativizam sentidos
Rosas vicejam desculpas
Morangos sedimentam paixões
Fogueiras estalam rompantes
Estátuas prometem revanches
E os dromedários descansam ao sol

Enquanto o homem, ah, o homem corre
– que ele só tem um tempo,
o maldito tempo de sua vida.




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