Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres



segunda-feira, 25 de março de 2013

Pileque do Oriente


Madrugada de saquê dá nisso:
Se tento escrever, garrancho infame,
Rabisco, rasuro, escondo no tatame.
Depois busco outra folha em branco
Dobro, redobro, amasso e pronto:
Mais um fracasso em forma de origami.


Atulhado por essa resma insone,
Meu quarto de papel arroz
– Que embebo de saudades
E imprimo de conflitos –
Já vale uma floresta inteira

De eucaliptos






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