Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres
segunda-feira, 4 de março de 2013
Para o filho
Devagar, meu amor, devagar
Vida no freio, sorte no breque
Não tem hora que escape
Não há pressa que mereça
Tudo no tempo é cimento
Todo vazio é concreto
Cada segundo pula uma corda
E muda a estação de todo jeito
Devagar, meu amor, devagar
Que seu futuro é edifício alto
Degrau por degrau, lance por lance
E o elevador que nem funciona
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