Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Plim-plim
No meu horário nobre,
sempre cabe mais um.
E o amor, despreparado,
feito desodorante barato,
absorve qualquer bordão.
Slogan, jingle, merchandising
viram bomba atômica
nos meus ventrículos
agora bem irrigados.
Mas e o test drive?
E a placa bacteriana?
E o escudo invisível?
Cadê
o prometido alívio imediato
para terríveis dores de cabeça,
os males de fígado,
os desconfortos estomacais?
Incomodado fico eu.
Eu e meu inchado coração
Buscando audiência,
Colecionando reclame.
A primeira dor digital HD
a gente nunca esquece.
Agora dança, neném,
aguenta o tranco,
segura no texto,
chupa que é doce.
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