Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Jeito de ser (2)
Cultuo as grifes, mas arranco os rótulos
Tatuo os braços pra mimar os músculos
Arregaço as mangas pra chupar caroço
Viro as páginas, mas que livro grosso...
Aborto um rei pra ninar uma placenta
Queimo meu filme e morro em câmera lenta
Beijo bocas raivosas pela paz da anestesia
Chacoalho arbustos pra ser eu a ventania
Rolo na esteira, adio o serviço
Suo no rego por dor e capricho
E depois me vem o êxtase:
Atiço a onça e ligo o foda-se.
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