Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Azul


De azul eu gosto
Se tem azul, mergulho
É a cor que mais defino
Derroto o tempo se o céu for de Florence
Eu no balão, tendo as nuvens ao alcance
Domino as águas do mar em Positano
E nada vence as telas de um Ticiano
Se tem azul, desvelo
Não sei de verde nem de vermelho
Talvez o grito de um amarelo
Cores, desde que sejam fortes
Tintas, desde que se carreguem
Tons, desde que cheguem antes
Sei o que é isso, esse exagero:
Aprecio estouro e saturação
Pois meu arco-íris é aleijão
E não me venham com mais chiste
Não me zombem se for doença
Faço poesia como quem resiste
A um daltonismo de nascença


2 comentários:

  1. Postei os versos finais no meu Facebook, espero que não se incomode. Se quiser conferir: https://www.facebook.com/carla.lapenda

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