Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Rei do Vexame
Para que serve um ridículo rompante
Senão para provar que a vida segue adiante?
Pode o coração bombar o quanto for
O que nos renova é o descompasso do amor.
Encho taças com cada gota do meu destempero
Sei como vale esperar por fevereiro.
Vocifero, esbravejo, esculacho o protocolo
Só me afirmo, quanto mais me descontrolo.
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