Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Drag Queen
Os saltos da viril vizinha do andar de cima
Oprimem o meu eu mais letárgico
E sempre na mesma boca da madrugada.
No começo, pensei que ela voltava do ofício,
Pobre de mim, que velho fiquei.
Quando ela esmaga meu sono, invasiva e pontual,
Com aquela pisada de balangar meu lustre,
Não é volta, nada, pois que ainda é cedo,
Cedo, cedo, cedo, cedo...
Pobre de mim, em que hit parei?
Quando ela crava o escarpim no meu pé-direito,
É a hora em que a lépida monta a saída triunfal
Rumo aos decibéis remasterizados
Dessa felicidade fácil, que eu, moço mofado,
Pobre de mim, nunca mais terei.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário