Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Noite de hotel
1.
Ar com barulho condiciona o sonho,
Sem meia nos pés nem me suponho.
Cacos de taça, gim de frigobar,
Veneno na tomada, asas de picar,
Escuro que ameaça, vulto que perpassa,
Quantos pijamas ainda furo de fumaça?
2.
Pena de ganso é vida adormecida.
Sonho no sonho, certeza distorcida.
Choro na fronha, afago no sofrer.
Cortina forrada, ensaio pra morrer.
3.
A insônia eu embalo, não perturbar.
O desejo eu derramo, favor arrumar.
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