Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Meu grito

Pois quando um zunido
Ocupou as duas vagas laterais
De minha cabeça latejante,
Abri meu portão cheio de dentes
E gritei seu nome composto
De cuspes e consoantes,
Enquanto cerrava, por trás das lentes,
As duas simétricas venezianas,
Molhadas e remelentas,
Desta minha gasta face
Manchada de mágoas e Munchs
E máculas resistentes.

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