Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Rejeitado

Quando eu volto de você,
De olhos vermelhos,
Deixo água salgada como rastro
E você nem me segue
Com medo de mar...
Quando eu volto de você,
De olhos parados,
Cai um raio e não desmaio,
Boa-noite-cinderela como sequela,
E dói no almoço, e dói na janta,
Comprimido vira mistura.
E cisco o prato, mastigo as cápsulas,
Haja posologia, inútil profilaxia...
Pois eu volto de você
E quem disse que isso tem cura?

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