Agora é isso
Toda vez isso
Dia e noite isso
Cada sono que aborto
Sangra de manhã uma cachoeira
E eu não venço despejar no esgoto
As gosmas rubras do meu desconsolo
Nem mais evito manchar meus fuxicos
Com os piches noturnos de uma imensa dor
E ainda que empunhe o graveto e atice centelha
Esbarro a alma no velho abajur de cetim estampado
E choro este amor errado
Que teima em arder sem parelha
Minha gastura avança sem ponteiros
Até que olho as horas e avisto mil coelhos
Lépidos carrascos armados e desgovernados
Que me imprimem requintes de escalpelos
É tarde mas teclo sem brio um alô em carne viva
E só o que consigo de ti em nova inútil investida
É me enrolar zonzo torto fraco murcho
– mais sozinho ainda –
Nos trapos gélidos da próxima insônia
Olá Dib, belos poemas. Sou Homero e participei do bate papo contigo no Sesc Rio Preto no último sábado. Vim aqui para trocar figurinha e convidá-lo para visitar meu blog de poemas também,
ResponderExcluirwww.homeroeu.blogspot.com
Grande abraço!