Meia de algodão cano alto
Gastou meus pelos da perna:
Vestígios do tempo
Nos cambitos imberbes!
Não me importei:
O par de sapatos que eu calcei
Fincou meus pés sobre a terra
E imobilizou meu querer teimoso
Que era feito de palmilhas reluzentes
E saltos pontiagudos de vontades
Era tudo de que eu precisava:
Não mais voar!
Um pisante mágico
De adormecer a paixão!
Ah se eu soubesse antes
Que essa dor de joanetes no peito
Esse amor de calos inflamados
Essa mágoa de frieiras desiludidas
Tudo isso se aplacava mesmo
Se acalmava tanto e tanto
Só com produtos da Loja de Calçados Curupira
Na alameda de serviços, ajustes e reparos
De um ultra híper mega shopping chamado
Desencanto.
Fica a dica.
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