Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres



segunda-feira, 24 de março de 2014

Santo do pau oco



Me chamar de prostituto é pouco
Canalha, vadio, escroto, maluco.
Mas há santidade nos afetos do coração
Por isso não me venham com sermão
Treslouquei e treslouco o que puder
Forniquei e fornico o que mexer
Perpetrei e perpetro o mais que der
Sapequei e sapeco se eu quiser

Porque tudo se anula, seja o que for,
Me resolvo ao voltar pro meu amor

 
 

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