Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres



segunda-feira, 31 de março de 2014

Cuspe


Desespero demais:
amar alguém
e nunca saber
qual o gosto
da boca,
porque sua boca
  a ocupam
com  gosto.

Não vê?
Minha pena de morte
são seus lábios
proibitivos.
Como eu queria
o indulto de poder
me abençoar de cuspe,
me zonzear na textura
da sua língua.
Como fazer para orbitar
no céu palato?

Mas fui amar quem já tem dono.
E agora isto: morrer ou morrer.




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