Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Testemunha
Eu vi uma cena tão serena
Acordei de mim e tive pena
Meu Deus, era uma vista tão singela
Pra que tanto tempo na janela?
Virou um momento tão marcante
Como susto que atiça rocinante
Era a hora e a vez da comunhão
Se duvida que vá lamber sabão
Depois pareceu ser tão ardente
Como pode haver lenha suficiente?
Tão intensa e assim tão repentina
A cena afrontou toga e batina
Agora cá estou: deliro, invento e suponho,
Em cada lua, enfeito sonho por sonho,
E nada suplanta a cena que não tenho.
Dói em mim a ternura que jorrava,
Era tanto sentimento, e transbordava,
Mas não era eu o amor que te abraçava.
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