Aparentemente vivo,
Resvalo a rodo
No viscoso produto
De minhas irritações cotidianas
Tento estancar a gosma
E deslizar prudente
Pelo tapete áspero
De meu beco sem saída
Mas me encobre nova onda
Dessa borbulha furibunda
Que me repele os pares
E me impele às úlceras
Aparentemente vivo,
Afrouxo ainda mais os cintos
De minha turbulência acre
E aguardo a queda fatal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário