Se eu pudesse,
Deitado de bruços
Nesta mesma cama
Pelo jeito eterna
Em que praticamente nasci,
Ah se eu pudesse,
No curto espaço de tempo
De um mero piscar de olhos,
Eu dormia e acordava
Agorinha agorinha
Como se tivesse morrido
Por 24 horas ininterruptas
E assim assim,
Revigorado e solerte,
Agorinha agorinha,
Neste admirável tempo novo,
Que então nada mais seria
Do que o amanhã de manhã
De um doce despertar,
Eu zarpava contente
Agorinha agorinha
Pelas quebradas de um sonho,
Até bater à sua porta
E alcançar exultante
Algum sentido que fosse
Para o que chamam de vida.
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