Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres



segunda-feira, 3 de março de 2014

Agorinha agorinha



Se eu pudesse,
Deitado de bruços

Nesta mesma cama
Pelo jeito eterna

Em que praticamente nasci,
Ah se eu pudesse,

No curto espaço de tempo
De um mero piscar de olhos,

Eu dormia e acordava
Agorinha agorinha

Como se tivesse morrido
Por 24 horas ininterruptas

E assim assim,
Revigorado e solerte,

Agorinha agorinha,
Neste admirável tempo novo,

Que então nada mais seria
Do que o amanhã de manhã

De um doce despertar,
Eu zarpava contente

Agorinha agorinha
Pelas quebradas de um sonho,

Até bater à sua porta
E alcançar exultante

Algum sentido que fosse
Para o que chamam de vida.




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