Aos 51 anos, começo a mostrar meus poemas inéditos, um a cada segunda-feira, na fé de que tenham valor literário e caiam no gosto dos que levam a vida em versos livres



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Condão



 
Quer saber mesmo?
Pelo andar da carruagem,
pelo sabor das marés,
pela lua de Calígula,
acabo noite dessas
abrindo mão
dos meus pruridos.

E foda-se
a pusilanimidade:
encaro inventar
minha rota
final,
minha cama
eterna,
minha louca
escapada.

Mas enquanto espero
pelo condão do rompante,
ué!,
fito a lua,
e, como você,
imperador-artista,
sigo amando
o impossível
 
 
 
 
 
 

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