Quer saber mesmo?
Pelo andar da
carruagem,
pelo sabor das
marés,
pela lua de
Calígula,
acabo noite
dessas
abrindo mão
dos meus
pruridos.
E foda-se
a pusilanimidade:
encaro inventar
minha rota
final,
minha cama
eterna,
minha louca
escapada.
Mas enquanto
espero
pelo condão do
rompante,
ué!,
fito a lua,
e, como você,
imperador-artista,
sigo amando
o impossível
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