Boicoto meu sono
quando provoco seu desejo
Porque você vai até certo ponto
e eu desembesto
Sobra uma dor tão profunda
que eu me interno
Mas minha casa de repouso
é sem telha como eu
sem trinco como eu
um descampado
Passo frio
desidrato
convulsiono
Mas de novo me encanto
e me armadilho
e me golpeio
E de novo
você me escapa
e me rechaça:
“Agora não posso.”
Então eu sonho que morro
que desintegro
sonho que canso
Quero ver se deste ano
não passo